Navegar no arquivo do Jornal do Brasil na internet é viajar pela história. Como todos sabem, o Jornal do Brasil foi um dos maiores jornais do País e suas edições contam a história do Brasil e do mundo. Como essa edição em vídeo da Revolta da Chibata.
Para ler matérias da época e saber mais, clique AQUI.
terça-feira, 21 de maio de 2013
domingo, 12 de maio de 2013
Revista Unificar de Olho na Mídia: o problema do direito de resposta nos jornais, revistas, tvs e rádios
Um bom artigo do jornalista Janio de Freitas publicado hoje na Folha de S. Paulo para reflexão e compreensão de como a Imprensa age. Para ler é só passar o cursor do mouse na imagem.
sábado, 11 de maio de 2013
A importância dos blogs. Resenhas de livros em blogs atraem leitores e editoras
Deu hoje na Folha de S. Paulo. Especial para blogueiros de bom nível e ligados em livros.
A abertura da matéria.
A abertura da matéria.
Resenhas
literárias de amadores na internet atraem leitores e abrem filão para editoras
FERNANDA
EZABELLA
DE LOS
ANGELES
RAQUEL COZER
COLUNISTA DA
FOLHA
Todo mês, 75
mil pessoas acessam os vídeos em que o paulista Danilo Leonardi, 26, comenta
livros. A carioca Ana Grilo, 37, diz ler até 150 títulos por ano para seu blog
de resenhas, escrito em inglês. O americano Donald Mitchell, 66, já publicou
4.475 resenhas na Amazon -por parte delas, levantou R$ 70 mil, doados para uma
ONG beneficente.
Os três são
personagens de um movimento que, nos últimos anos, chamou a atenção de editoras
e virou negócio: o de críticas de livros feitas na internet por amadores, que,
com linguagem mais simples, atraem milhares de leitores.
Com o aumento
na venda de e-books, a expansão da autopublicação e a concorrência ferrenha
entre editoras, textos escritos por hobby ou por até R$ 1.000 tornaram-se uma
alternativa de divulgação capaz de atingir nichos e multiplicar vendas de
livros.
Nos EUA,
páginas como o Hollywood Book Reviews e o Pacific Book Review cobram de autores
e editoras de R$ 250 a R$ 800 por textos a serem publicados em até 26 sites,
incluindo seções de comentários de lojas virtuais.
Editoras
estrangeiras passaram, em meados da década passada, a enviar livros para
blogueiros resenharem, tal como já faziam com a imprensa. Em 2009, casas como
Record e Planeta importaram a ideia, que logo ganhou jeitinho brasileiro:
concursos tão disputados quanto vestibulares.
Nesse
formato, as editoras criam formulários de inscrições e selecionam blogs após
criteriosa avaliação da audiência e da qualidade dos texto. O
"pagamento", ressaltam editoras e blogueiros, são apenas os livros a
serem avaliados, nunca dinheiro.
No fim do ano
passado, 1.007 blogueiros concorreram a cem vagas de parceiros da LeYa. Na
Companhia das Letras, foram 779 candidatos para 50 vagas no semestre.
Aqui e no
exterior, editoras e autores investem em anúncios ou posts patrocinados em
blogs, que com isso chegam a faturar R$ 2.000 por mês.
Mas, no
geral, cobrar por resenhas pega mal, e a autorregulamentação dos blogueiros é
implacável. O blog americano ChickLitGirls cobrava R$ 200 por uma "boa
avaliação" até ser denunciado por uma escritora. O bate-boca subsequente
levou à extinção da página, em 2012.
Para se
manter com cobranças, só mesmo sendo rigoroso, como a Kirkus, tradicional
publicação de resenhas que, em 2004, passou a oferecer serviço de marketing
para autores autopublicados.
As críticas
no site podem custar mais de R$ 1.000 a autores e editoras interessados, e nem
sempre são positivas. Quem contratou o serviço pode ler antes e abortar a
missão caso a avaliação seja ruim. O dinheiro não é devolvido.
Abaixo a reprodução do impresso dos boxes.
Para ler é só passar o cursor do mouse nas imagens de jornais acima
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Dica de livro do blog da Revista UNIFICAR: Folha explica Folha, a história de um jornal polêmico
Boa dica para quem se interessa por jornais. Conta a história da Folha de S. Paulo. Para quem conhece história política, no livro a autora comenta as acusações de que a Folha durante a Ditadura Militar emprestou veículos aos órgãos de repressão. Veja um trecho abaixo extraído do próprio livro.
É livro pequeno e tem bom preço: em torno de R$ 15,90 no site da Publifolha.
Para saber mais, clique aqui.
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Mauá também é patrono da Associação Comercial do Rio de Janeiro e jornal O Dia publica artigo sobre os 200 anos do Barão e do Visconde
Deu no Dia. Para ler é só passar o cursor do mouse no recorte. Em breve reportagem sobre Mauá na revista UNIFICAR.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Carta Capital de cara nova: um novo projeto, uma nova revista
Revistas, jornais, sites, blogs e outros veículos de maneira geral estão sempre mudando os seus projetos gráficos. Como acaba de acontecer com a Carta Capital, que está saindo hoje. Para quem gosta de assuntos de Imprensa, para quem gosta de conhecer coisas novas, veja o vídeo abaixo.
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Para quem (ainda) gosta de ler jornais: saiba o que há por trás da diminuição dos impressos
Como dissemos em post mais abaixo, além de divulgar assuntos do SINDMAR, da revista e de interesse dos mercantes, o blog da Revista Unificar vai reproduzir também reportagens, artigos e dicas sobre a Mídia de uma maneira geral. Como esse interessante artigo que saiu domingo na coluna da jornalista Suzana Singer, ombudsman da Folha. Para ler é só passar o cursor do mouse na imagem abaixo.
Para entender a função de um (a) ombudsman num jornal.
Publicada na mesma edição da Folha
(Para ler é só passar o cursor do mouse na imagem)
domingo, 28 de abril de 2013
Novo seminário do SINDMAR será em Pernambuco
sábado, 27 de abril de 2013
Revista Unificar de olho na Mídia: blogueiros e tuiteiros não são são jornalistas
O blog da Revista Unificar vai divulgar e debater também reportagens e artigos publicados em jornais, sites, revistas e tvs não apenas sobre assuntos voltados aos Mercantes, como também assuntos da Mídia de uma maneira geral. Como esse artigo publicado hoje na Folha de S. Paulo. O texto foi inspirado na morte de um dos acusados do atentado de Boston, cujo corpo apareceu boiando num rio dos Estados Unidos. Acusado é bom que se diga, como está no artigo, por "justiceiros on-line". A pergunta básica é: "As redes sociais "são de fato fontes soberanas de informação ou apenas geradoras de ´fatos`, ´certezas` e boatos, a serem conferidos por profissionais do ramo"? Você confia nos textos que saem em blogs e tuítes de amadores?
Para ler o artigo abaixo passe o cursor do mouse na imagem.
Para ler o artigo abaixo passe o cursor do mouse na imagem.
sexta-feira, 29 de março de 2013
Uma revista do tempo em que fazer Jornalismo era Realidade
Considerada a maior revista da história do Jornalismo brasileiro, a REALIDADE tem sua trajetória publicada em mais um livro (já foram publicados outros três). "REALIDADE - história da revista que virou lenda", de Mylton Severiano, um dos principais profissionais que trabalharam na publicação, acaba de ser lançado. O blog da revista UNIFICAR recomenda para quem conheceu a REALIDADE ou para quem gosta de revistas. Para saber mais detalhes, clique aqui.
REALIDADE foi uma revista pioneira na publicação de temas até então tabus na Imprensa brasileira como sexo, política, religião. As mulheres eram destaques na revista e a edição especial sobre a Mulher Brasileira chegou a ser aprendida pela polícia por ordem do juizado de menores (como mostra a reprodução abaixo reproduzida pela Veja numa época em que a Veja era uma revista séria).
O Brasil de 1966 – o terceiro ano do regime militar – nada tinha a ver com o país que viveria anos plúmbeos, de ditadura e terrorismo, depois da decretação do AI-5, em dezembro de 1968. O ambiente político era incomparavelmente mais tranquilo, embora já houvesse sinais de fechamento. Em fevereiro daquele ano, o AI-3 do presidente Humberto Castello Branco estabeleceu eleições indiretas para governador e prefeito de capitais. Em outubro, ele fechou o Congresso durante um mês, como retaliação pelos protestos dos parlamentares contra a cassação do mandato de deputados. Mas não havia censura nem tortura nos porões.
Nesse ambiente, em abril de 1966 nasceu a revista REALIDADE, da Editora Abril, que dois anos depois lançaria VEJA. Em apenas seis meses, ela já vendia 475 000 exemplares. "Éramos um bando de jovens inquietos e criativos, com 30 anos ou menos, loucos para cutucar todas as onças com varas muito curtas", diz Roberto Civita, à época diretor de redação de REALIDADE, hoje presidente do Conselho de Administração do Grupo Abril e Editor de VEJA. "Conseguimos, com boas ideias e reportagens muito benfeitas, além de esteticamente bonitas, encantar uma geração – era a revista deles." Não havia tema espinhoso que escapasse do crivo: divórcio (desquite, naquele tempo), sexo, homossexualidade, juventude, drogas, celibato na Igreja e muito mais, assuntos tabus habitualmente sumidos de outras publicações.
REALIDADE foi uma revista pioneira na publicação de temas até então tabus na Imprensa brasileira como sexo, política, religião. As mulheres eram destaques na revista e a edição especial sobre a Mulher Brasileira chegou a ser aprendida pela polícia por ordem do juizado de menores (como mostra a reprodução abaixo reproduzida pela Veja numa época em que a Veja era uma revista séria).
Imprensa
A revista censurada
A revista censurada
A apreensão da REALIDADE de janeiro de 1967 — surpreendente porque o AI-5 ainda não vigorava
Fábio Altman
Fábio Altman
| Jorge Butsen |
| Roberto Civita (sentado, de terno escuro e óculos), diretor de redação de REALIDADE: "Éramos um bando de jovens criativos e inquietos, com 30 anos ou menos" |
| Esta edição especial de VEJA bebe na fonte do número 10 da revista REALIDADE, com data de capa de janeiro de 1967, apreendida por ordem do Juizado de Menores, em São Paulo e no Rio. Ao longo das próximas páginas, VEJA retoma o fio condutor daquela revista – "A mulher brasileira, hoje" – para retratar quatro décadas de mudanças de comportamento. Convém antes conhecer o Brasil da passagem de 1966 para 1967 e entender por que REALIDADE foi subtraída das bancas. |
O Brasil de 1966 – o terceiro ano do regime militar – nada tinha a ver com o país que viveria anos plúmbeos, de ditadura e terrorismo, depois da decretação do AI-5, em dezembro de 1968. O ambiente político era incomparavelmente mais tranquilo, embora já houvesse sinais de fechamento. Em fevereiro daquele ano, o AI-3 do presidente Humberto Castello Branco estabeleceu eleições indiretas para governador e prefeito de capitais. Em outubro, ele fechou o Congresso durante um mês, como retaliação pelos protestos dos parlamentares contra a cassação do mandato de deputados. Mas não havia censura nem tortura nos porões.
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Para a edição de número 10, de janeiro de 1967, os editores – que faziam as reuniões de pauta em volta de uma mesa no restaurante do elegante Hotel Claridge, no centro de São Paulo, pertinho da redação – decidiram desenhar o mais completo retrato da mulher brasileira jamais feito. "Tudo nesta edição – desde as cartas até o ‘Brasil Pergunta’ – trata de mulheres. Trabalhando, amando, rezando, pensando, falando... sendo", escreveu Civita na apresentação. Foram seis meses de reportagens. Uma pesquisa encomendada ao mais respeitado instituto daquele tempo, o Inese, ouviu 1 200 mulheres para entregar um amplo panorama do país feminino. A principal chamada de capa: "Edição Especial – A mulher brasileira, hoje". REALIDADE chegava às bancas, tradicionalmente, dois ou três dias antes do mês anotado na capa. Poucas horas depois da distribuição de metade dos mais de 400 000 exemplares, em 30 de dezembro de 1966, uma sexta-feira, a revista começou a ser recolhida das bancas pelas viaturas do serviço de vigilância e ronda especial da polícia, com apoio da Delegacia de Costumes de São Paulo. Os 231 600 exemplares que ainda estavam empilhados na gráfica também foram confiscados – depois seriam triturados.
No despacho, o juiz de menores Artur de Oliveira Costa dizia que a publicação continha "algumas reportagens obscenas e profundamente ofensivas à dignidade e à honra da mulher, ferindo o pudor e, ao mesmo tempo, ofendendo a moral comum, com graves inconvenientes e incalculáveis prejuízos para a moral e os bons costumes". Ele atendia a uma demanda do curador de menores, que tinha sido alertado pelo governador (Laudo Natel), que ouvira o cardeal-arcebispo (dom Agnelo Rossi). "Recebemos a apreensão com espanto", diz Civita.
No dia seguinte ao embargo em São Paulo, foi decretada a apreensão também no Rio. Nas palavras do juiz de menores do então estado da Guanabara, Alberto Cavalcanti de Gusmão, "a revista REALIDADE divorcia-se, destarte, da realidade brasileira e, em matéria de costumes, de moral familiar, intenta promover – ao que parece – uma verdadeira revolução". E mais: "Na reportagem ‘Nasceu’, a revista apresenta sequência fotográfica completa, inclusive o ato da délivrance. Os editores, ao que parece, entendem que com esse realismo estão honrando o nome do periódico. É evidente que, com tal concepção de realismo, a revista chegará, sempre honrando seu nome, às mais incríveis agressões ao decoro público".
Civita lembra-se de ter se incomodado especialmente com esse trecho da decisão do juiz, o que fazia referência às sete páginas da reportagem "Nasceu!", com texto de Narciso Kalili e fotos de Cláudia Andujar, que retratava um parto em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul. Numa das fotografias, Preta, a grávida, já estava na cama, segundos antes de dar à luz uma menina. As pernas estão afastadas, nota-se a cabecinha do bebê apontando. Os editores de REALIDADE, ao verem a imagem pela primeira vez, foram quase unânimes: "Vai dar encrenca". Civita insistiu na publicação e, para diminuir o impacto, teve uma ideia: pôr a foto no meio das páginas 72 e 73, de modo que ela ficasse discretamente sumida na dobra da revista. Não foi suficiente para aplacar o incômodo do cardeal e das autoridades locais.
A REALIDADE recolhida virou peça de colecionador. Nas bancas, os jornaleiros que conseguiram esconder os exemplares chegaram a vendê-los por preço até cinco vezes superior ao anotado na capa (800 cruzeiros). Dos que leram, houve quem gostou (a maioria) e quem se ofendeu. Na edição seguinte, de fevereiro, existiam vinte cartas de leitores – apenas as duas primeiras condenavam REALIDADE. "Sr. Diretor: estão vendendo pornografia, mas isto vai acabar. Palmas para os srs. Juízes de Menores que saíram em defesa da moral brasileira", escreveu Clementina Soares Mintori, de São Paulo. Em defesa da publicação, Hernani L. Furtado, também de São Paulo, anotou: "Sr. Diretor: com satisfação li num jornal dessa capital que o nº 10 de REALIDADE foi lido num colégio de freiras com o consentimento da Madre Superiora. Estabelecer o diálogo é coisa importantíssima na educação da juventude e qualquer assunto, sem exceção, deve ser discutido e esclarecido para que as gerações de amanhã possam conduzir o Brasil para um futuro mais feliz".
Enquanto os leitores caçavam exemplares escondidos de REALIDADE, o advogado Sílvio Rodrigues, contratado para defender a Editora Abril, impetrava mandado de segurança junto ao presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. O recurso foi rejeitado. No Rio, o advogado João de Oliveira Filho fez o mesmo e em sua petição de defesa chegou a citar a encíclica Gaudium et Spes (Alegria e Esperança), do papa Paulo VI, que defendia um olhar mais cuidadoso da Igreja para as mudanças da sociedade. Só houve parecer favorável – e definitivo – concedido pelo Supremo Tribunal Federal em outubro de 1968, às vésperas da decretação do AI-5, quase dois anos depois de a REALIDADE nº 10 ter virado papel picado. Nas palavras do voto do ministro Aliomar Baleeiro: "A linguagem é decorosa, a exposição se faz em tom alto e não encontrei apologia do vício, da anomalia ou mesmo da irreverência, enfim nenhum juízo de valor que se possa considerar antissocial".
A liberação veio tarde demais, evidentemente. Houve prejuízos – a Editora Abril chegou a devolver aos anunciantes, em forma de crédito, 50% do dinheiro que haviam desembolsado com páginas de publicidade, o equivalente à metade da tiragem que tinha sido apreendida. Mas aquela apreensão, espantosa por ridícula, ajudou a tornar REALIDADE ainda mais querida (e combativa) para quem a lia. "REALIDADE foi inovadora não apenas na escolha dos temas, mas também na forma como os apresentava, com textos longos, muito bem escritos, misturando jornalismo com literatura", diz Letícia Nunes de Moraes, doutora em história social pela USP, autora de Leituras da Revista Realidade 1966-1968 (Editora Alameda). A edição Mulher de 1967 foi uma espécie de cânone desse modo de fazer jornalismo. "Um modelo, um jeito de tratar de questões do comportamento, que nunca mais foi alcançado", afirma Letícia. Para Cláudia Andujar, a fotógrafa do parto, havia uma palavra a servir de sinônimo para REALIDADE: "liberdade".
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A mulher em três tempos
Ao longo desta edição, em quadros com esta cor, o leitor encontrará as respostas a uma parte das perguntas feitas por REALIDADE na pesquisa publicada na edição de janeiro de 1967, às mesmas questões repetidas em 1994 por VEJA e agora, em 2010, em uma enquete realizada pelo Ibope Inteligência. A comparação dos três momentos ajuda a entender os avanços (e alguns recuos) da posição da mulher na sociedade brasileira. |
sexta-feira, 22 de março de 2013
Pelicanos Mercantes anunciam novo encontro
Os integrantes do Grupo Pelicano Mercante decidiram em
novembro passado que o IV Woodstock Mercante acontecerá em Angra dos Reis.
Como em 2012, farão um encontro preparatório prévio nos dias
17, 18 e 19 de maio, quando avaliarão a
localidade e deverão homologar o hotel em que se realizará o IV Woodstock
Mercante em novembro de 2013.
Segundo os organizadores de 17 a 19 de maio o local se
chamará “ Angra dos Piratas” Um pedido especial
aos colegas pelicanos: "Traga um Pelicano perdido ao Encontro".
Aliás, os Pelicanos Mercantes são destaque em reportagem na
UNIFICAR número 35 que em breve estará disponível no Sindicato e aqui no blog
da Revista.
domingo, 17 de março de 2013
Blog da Revista UNIFICAR tem novo logo criado por Cláudio Duarte
O premiado ilustrador Cláudio Duarte, autor das capas da revista UNIFICAR números 34 e 35, é o autor do novo logo do blog da Revista UNIFICAR.
Cláudio fez três opções para o novo logo e a opção número 3 (abaixo) foi escolhida.
Cláudio fez três opções para o novo logo e a opção número 3 (abaixo) foi escolhida.
Opção 1
Opção 2
Opção 3, a escolhida
Abaixo um painel de algumas ilustrações criadas pelo artista gráfico.
Quem quiser conhecer as ilustrações de Cláudio
Duarte para os jornais O Globo e Extra e outras publicações brasileiras e
estrangeiras, clique aqui.
200 anos de Mauá na UNIFICAR: historiador defende que família Guinle "foi muito mais importante para o Brasil do que Mauá"
A partir de hoje, o blog da revista UNIFICAR vai publicar uma série sobre os 200 anos de Mauá, patrono da Marinha Mercante, que serão comemorados em dezembro. Mesmo informações polêmicas como essa nota publicada hoje na coluna de Ancelmo Gois no Globo. Leia, comente, participe. Mande links e informações de matérias sobre Mauá.
Para ler é só passar o cursor do mouse no recorte do jornal
sexta-feira, 15 de março de 2013
A ITF e as bandeiras de conveniência. Edição 35 da revista UNIFICAR já está na gráfica
Você vai ler também
"Quase nove anos depois de ser abandonado no fim do mundo, Neptunia Mediterrâneo muda de dono e de nome e volta a operar em águas brasileiras. Revista UNIFICAR relembra a tragédia que abalou os marítimos".
As duas imagens acima são meramente ilustrativas. Leia na revista UNIFICAR
Destemida de Cuba, Blogueira Santa ou Oportunista financiada pela Direita?
A imagem acima é meramente ilustrativa. Leia o texto na revista UNIFICAR 35
Revista UNIFICAR 35 também publica artigo sobre a blogueira cubana que visitou o Brasil, virou destaque na Grande Imprensa e foi recebida por parlamentares da Direita e dividiu opiniões.
Edição de março da Revista Eletrônica já está disponível em pdf
quinta-feira, 14 de março de 2013
Dicas do blog da revista UNIFICAR: livro histórico sobre o Titanic publicado no Brasil
Para quem gosta de ler sobre o Titanic eis uma boa pedida. O livro, escrito em 1955, nunca tinha sido publicado no Brasil. Veja mais abaixo matéria publicada no site da Folha de S. Paulo.
Relato histórico do acidente do Titanic é lançado no Brasil
IVAN FINOTTI
DE SÃO PAULO
DE SÃO PAULO
A Amazon brasileira, que estreou anteontem, traz 500 títulos sobre o Titanic. A norte-americana, 3.000 opções. Há desde obras que comparam os menus dos cafés da manhã servidos na primeira e na terceira classes a textos emocionados como "Vovó Sobreviveu ao Titanic".
Há sociedades dedicadas ao navio com eventos anuais (titanichistoricalsociety.org), há sites com histórias de cada sobrevivente (como o titanicpassengers.com) e há até uma enciclopédia on-line sobre o naufrágio (encyclopedia-titanica.org).
Mas há um aspecto do livro escrito em 1955 pelo historiador norte-americano Walter Lord que jamais poderá ser superado: ele entrevistou 63 sobreviventes -o último deles, um bebê de nove semanas no naufrágio, morreu em 2009 aos 97 anos.
| Reuters | ||
| Botes do navia Carpathia durante resgate de sobreviventes do Titanic |
O livro ganha agora -no ano do centenário do acidente que matou estimados 1.523 (e do qual sobreviveram 703)- sua primeira edição brasileira.
"Uma Noite Fatídica", tradução de Tomás Rosa Bueno para "A Night to Remember" (uma noite para ser lembrada), é um relato jornalístico sobre a noite de 14 de abril de 1912, um domingo.
Curto, objetivo, direto ao ponto, a obra apresenta o "iceberg logo à frente" já na segunda página.
Na terceira, ocorre o acidente: "Então, de repente, sentiu um movimento estranho romper o ritmo constante dos motores. Um veleiro com as velas içadas parecia estar passando a estibordo [lado direito]. Então, percebeu que era um iceberg, elevando-se, talvez, a trinta metros da superfície [um prédio de dez andares]."
| Divulgação | ||
| Foto do iceberg responsável por afundar o Titanic |
BEST-SELLER
Assim, após o "vago ruído de trituração que pareceu vir das entranhas do navio" por volta das 23h40, Lord leva o leitor aos acontecimentos que desembocariam no naufrágio duas horas e meia depois, "sem campainhas nem sirenes. Nenhum alarme geral".
"Uma Noite Fatídica" foi um sucesso mundial assim que foi lançado, há quase 60 anos.
"Até o livro de Lord, o que a maioria das pessoas tinha lido sobre o Titanic vinha das notícias iniciais e, mais tarde, com a passagem dos anos, de artigos e entrevistas publicadas nos aniversários dos naufrágios", escreve o jornalista norte-americano Daniel Mendelsohn no prefácio à edição brasileira.
Havia também as reminiscências dos sobreviventes, principalmente de tripulantes, que lançavam suas memórias em forma de livros.
Mas, como nota Mendelsohn, "Lord foi o primeiro escritor a juntar tudo com um ponto de vista mais distanciado".
O prestígio de Lord durou até o fim de sua vida, em 2002. Por 50 anos, ele foi chamado para participar de praticamente qualquer projeto que envolvesse o nome
Titanic, incluindo a função de consultor do filme de 1997 do diretor James Cameron.
Titanic, incluindo a função de consultor do filme de 1997 do diretor James Cameron.
Um dos raros comentários feitos por Lord em "Uma Noite Fatídica" diz respeito ao destino dos passageiros de terceira classe (leia trecho nesta página).
ESTRELAS
Na metade do livro, quando o Titanic afunda, o historiador se põe a analisar as razões que levaram alguns a serem barrados nos botes salva-vidas e, mais do que isso, a anuência da sociedade da época e dos próprios passageiros mais pobres.
Foi um salve-se quem puder, com a tentativa de respeito a algumas normas. Os oficiais encarregados dos botes não deixavam homens subir, com exceções.
Mas quando a maioria das mulheres e crianças conseguiu seu lugar, não houve dúvidas de que a primeira classe tinha prerrogativa.
Conforme demonstra a demografia da tragédia (quadro à direita), salvaram-se mais homens da primeira classe (32%) do que crianças da terceira (31%), proporcionalmente falando.
A única das sete crianças da primeira classe que morreu foi uma menina de dois anos que se perdeu dos pais na corrida aos botes. Já entre as 80 da terceira classe, morreram 55.
O navio considerado inafundável tinha botes para apenas metade dos passageiros e tripulantes. E, apesar de o navio Carpathia ter partido em socorro imediatamente e ter chegado ao local do naufrágio com o nascer do sol, o frio do mar (a água estava abaixo de zero) diminuiu as chances de sobrevivência.
Outro ponto abordado por Lord é a celebridade dos mortos e o escândalo causado por isso.
Charles Chaplin só lançaria seu primeiro curta-metragem em fevereiro de 1914. Em 1912, não havia a indústria do cinema como hoje, assim como não existia televisão ou superastros da música.
Daí o fato de a "high society" ser a matéria prima para as publicações de fofoca do início do século.
Estavam no navio figuras como o dono da editora Harper, o dono da companhia de transatlânticos do Titanic e o fundador da cadeia loja Macy's -uma classe que viajava para Paris com dezesseis baús de bagagem por casal.
A morte desse grupo foi um escândalo semelhante, talvez, à morte de Tom Cruise, Clint Eastwood, Xuxa, Bob Dylan e Justin Bieber de uma tacada só, no primeiro voo turístico tripulado à Lua.
*
Leia trecho de "Uma Noite Fatídica", de Walter Lord:
A noite foi uma confirmação magnífica da norma "mulheres e crianças primeiro", mas de alguma forma a proporção de vidas perdidas foi maior entre as crianças da terceira classe do que entre os homens da primeira. Esse contraste nunca passaria despercebido pela consciência social (ou pelo faro para notícia) da imprensa de hoje [1955].
O Congresso tampouco se importou com o que aconteceu com a terceira classe. A investigação do senador Smith sobre o Titanic abrangeu tudo sobre o sol, até mesmo do que era feito um iceberg ("gelo", explicou o quinto oficial Lowe), mas a terceira classe recebeu pouca atenção. Apenas três das testemunhas eram passageiros da terceira classe. Duas delas disseram que haviam sido impedidas de ir para o convés principal, porém os legisladores, não deram seguimento ao caso. Também aqui, o testemunho não sugere nenhum acobertamento deliberado -simplesmente não havia interesse.
Nem mesmo os passageiros de terceira classe ficaram incomodados. Eles viam a distinção de classes como parte do jogo. Olaus Abelseth, pelo menos, considerava o acesso ao convés principal um privilégio incluído na passagem da primeira e da segunda classes... mesmo quando o navio estava afundando.
Estava nascendo uma nova era; e, desde aquela noite, nunca mais foram vistos passageiros de terceira classe tão filosóficos.
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
200 anos de Mauá na UNIFICAR: o sonho de um Brasil moderno no enredo da Cubango em 2012
Uma reportagem sobre os 200 anos do Visconde de Mauá será publicada em breve na revista UNIFICAR. É bom lembrar que Mauá foi tema do enredo da Escola de Samba Cubango, como podemos ver no vídeo acima.
Mas essa não foi a primeira vez que o Barão foi homenageado por uma escola de samba.
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
200 anos de Mauá, patrono da Marinha Mercante, vai ser tema de reportagem da revista UNIFICAR. Veja o filme, escreva um artigo e ganhe um livro
O dia 28 de dezembro de 2013 entrará para a história como a data que marcará os 200 anos de nascimento de Irineu Evangelista de Sousa, o Visconde de Mauá, patrono da Marinha Mercante brasileira. A equipe de redação da UNIFICAR está preparando uma reportagem sobre o Visconde para uma das próximas edições e o Blog da revista está se antecipando e realizando uma promoção especial para os seus leitores. O melhor artigo sobre Mauá e sua ligação com a Marinha Mercante ganhará o livro "Mauá, empresário do Império", de Jorge Caldeira. Em breve o Blog publicará mais detalhes da promoção. Comece a escrever desde já.
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
domingo, 30 de setembro de 2012
"A gente sempre vai viver lutando!", Severino Almeida na edição nº 34 da revista UNIFICAR
Severino Almeida, presidente do SINDMAR, fala sobre televisão, jornais, livros, internet e, principalmente, sobre Sindicalismo e SINDMAR. Leia na edição nº 34 da revista UNIFICAR, que será distribuída a partir dessa semana.
Para ler o "abre" da entrevista clique na imagem.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
domingo, 23 de setembro de 2012
Agosto sangrento. O Brasil entra na Segunda Guerra. Leia na edição número 34 da revista UNIFICAR
Agosto de 1942. Navios brasileiros são torpedeados por submarinos alemães na costa brasileira e o Brasil entra na Segunda Guerra Mundial. Veja artigo de Marcus Vinicius de Lima Arantes na edição número 34 da revista UNIFICAR, que está quase pronta. A imagem acima é ilustrativa. O artigo também será publicado aqui no blog da revista UNIFICAR.
Em breve.
sábado, 15 de setembro de 2012
Cláudio Duarte vai fazer a capa da nova revista UNIFICAR
Um dos ilustradores mais criativos e talentosos do país, o designer Cláudio Duarte, que há anos trabalha no Globo e faz ilustrações para diversos jornais e revistas do mercado editorial brasileiro, é o autor da capa da revista UNIFICAR nº 34, que, em breve, será distribuída. Ganhou o Prêmio Esso de 2001 na categoria Criação Gráfica,e é detentor de uma medalha de ouro e cinco menções honrosas da SND (Society Newspaper Design).
Abaixo alguns dos trabalhos de Claudio Duarte. Quem quiser conhecer outros, é só clicar aqui.
Abaixo alguns dos trabalhos de Claudio Duarte. Quem quiser conhecer outros, é só clicar aqui.
domingo, 2 de setembro de 2012
Blogosfera mercante: reportagem sobre blogs e blogueiros mercantes é outro dos destaques da nova revista UNIFICAR
A delegada do SINDMAR em Vitória, Laura Teixeira, e o Oficial Mercante Airton Lima são dois dos blogueiros mercantes que estão na próxima edição da revista UNIFICAR, edição número 34, que começará a ser distribuída em setembro. Para quem gosta do assunto divulgamos abaixo uma reportagem sobre Blogs apresentada no Jornal da Globo em 2008.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Roberto Sander, autor do livro "O Brasil na mira de Hitler - a história do bombardeio de navios brasileiros pelos nazistas", escreve artigo exclusivo para a nova revista UNIFICAR
A revista UNIFICAR mudou. Uma das novidades é a seção "ÚLTIMA PÁGINA", onde jornalistas, escritores, professores, historiadores e marítimos contarão histórias e causos de interesse dos nossos leitores. Para abrir a série convidamos o jornalista e escritor Roberto Sander, autor do livro "O Brasil na mira de Hitler - a história do bombardeio de navios brasileiros pelos nazistas". A imagem da página abaixo é apenas ilustrativa. Não deixem de ler a próxima edição que será distribuída a partir de setembro.
Reprodução do artigo de Roberto Sander na
"Última Página" da nova revista UNIFICAR
Roberto Sander, jornalista e escritor (Foto: Internet)
Para saber mais sobre o livro é só clicar aqui.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
A história do Titanic em narrativa digital
Deu essa semana na capa do Segundo Caderno do jornal "O Globo" na reportagem "Narrativas DIGITAIS - Como a arte de contar histórias vem sendo remodelada por novas tecnologias e os comportamentos que nascem delas". Um dos destaques é o naufrágio do Titanic, há 100 anos. A história da tragédia é recontada através de fragmentos (páginas de jornais da época, o áudio de músicas tocadas pela orquestra do navio etc). A matéria está reproduzida mais abaixo, na íntegra. Quem quiser conferir o site é só clicar aqui.
Narrativas digitais
Narrativas digitais
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Site do Sindmar divulga vídeo que desarmou os armadores em audiência pública em Brasília
Leiam o texto abaixo publicado no site do Sindmar e, a seguir, vejam as duas partes do vídeo.
Na audiência pública ordinária conjunta das Comissões CTASP (Trabalho, Administração e Serviço Público) e CVT (Viação e Transporte), realizada em 2 de agosto na Câmara Federal, em Brasília, o Presidente do SINDMAR, Severino Almeida, combateu os ataques da Armação. Os empresários ainda tentam convencer governo e sociedade com falsas afirmações de que não há oficiais mercantes brasileiros no mercado nacional. O líder sindical foi contundente e mostrou dados de um sério estudo feito pela Schlumberger, provocando o fracasso de mais esta tentativa dos armadores. Para ler na íntegra, clique aqui.
Parte 1
Parte 2
Na audiência pública ordinária conjunta das Comissões CTASP (Trabalho, Administração e Serviço Público) e CVT (Viação e Transporte), realizada em 2 de agosto na Câmara Federal, em Brasília, o Presidente do SINDMAR, Severino Almeida, combateu os ataques da Armação. Os empresários ainda tentam convencer governo e sociedade com falsas afirmações de que não há oficiais mercantes brasileiros no mercado nacional. O líder sindical foi contundente e mostrou dados de um sério estudo feito pela Schlumberger, provocando o fracasso de mais esta tentativa dos armadores. Para ler na íntegra, clique aqui.
Parte 1
Parte 2
Um peixe chamado José. Leia na revista Unificar número 34
Um artigo do prático Fábio Mello Fontes contando a história de José Martins Ribeiro Nunes, o famoso Zé Peixe, é um dos destaques da revista Unificar nº 34, que será publicada em setembro. Zé Peixe, uma lenda do mar, morreu em 26 de abril desse ano em Aracaju, onde viveu a maior parte de sua vida. Não deixe de ler.
Enquanto a revista está sendo produzida, vale a pena ver uma matéria sobre Zé Peixe mostrada no "Jornal Nacional", da TV Globo.
Leia também o texto publicado no site "Vidas Simples", da Editora Abril:
"Ele passou a vida dentro d'água, buscando navios a nado. Conheça a incrível história desse velho do mar.
Esta é a história de um peixe chamado José. Há mais de seis décadas ele passa a maior parte do tempo na água. Nada quase diariamente cerca de 10 quilômetros por dia, está habituado a saltar de navios de mais de 40 metros de altura e é capaz de façanhas homéricas no mar mesmo com seus 80 anos. Zé Peixe, como é conhecido em Aracaju, é reverenciado por marinheiros dos sete cantos por sua humildade, bravura e profundo conhecimento das coisas do mar.
E, como toda lenda, tem suas particularidades. Desde que começou a trabalhar no porto de Aracaju, Zé Peixe nunca mais tomou um bom banho de chuveiro. Também quase não bebe água doce.
O que faz de Zé Peixe uma espécie rara é a maneira como trabalha: ele vai buscar o navio a nado, enquanto seus colegas recorrem a um barco de apoio. E, quando tira o navio do porto, em vez de voltar de barco ele salta no mar. Faz assim: enrola a camisa, coloca junto com os documentos e os trocados em um saco plástico e amarra firme no calção; mergulha e volta para casa com braçadas elegantes, ritmadas, sem movimentar as pernas para não atiçar os tubarões.
Zé Peixe, ganhou fama internacional, espalhada por navegantes de fora que lá atracaram. Os gringos me chamam de Joe Fish, diz. Certa vez, um capitão russo de um cargueiro chegou a pedir que o detivessem quando estava para se lançar ao mar achou que ele estava se suicidando.
Zé é peixe miudinho. Tem apenas 1,60 metro de altura e 53 quilos. Mesmo franzino, já realizou muitas grandezas. A maior proeza foi quando socorreu o navio Mercury, que ardia em chamas em alto-mar, vindo das plataformas da Petrobrás e com funcionários a bordo. Zé pegou carona num rebocador, ligeiro chegou ao navio e conduziu a embarcação até um ponto onde todos pudessem saltar e nadar para terra firme. Por causa de sua condição física exemplar, ele conseguiu salvar inúmeras vidas, conta Brabo, o chefe dos práticos, que há 26 anos convive com Peixinho.
Zé nunca saiu da casa onde nasceu, umas das mais antigas de Aracaju. Nem mesmo quando se casou, há mais de 40 anos (está viúvo há 20 e não teve filhos). Ajeitou uma casa para a mulher, mas não arredou o pé de lá sempre estava cuidando de alguém da família, ora a mãe, ora um irmão enfermo. Vou morrer aqui, diz. Mas só quando o capitão lá de cima desejar.
Tem também quem chega para pedir uns trocados. É que Zé costuma distribuir seu salário aos pedintes. Velhos pescadores que não podem mais trabalhar, desempregados e inválidos conhecem de perto sua bondade.
Mesmo aposentado há mais de 20 anos, Zé Peixe continua trabalhando por gosto. Acorda cedo, com o escuro. Não tem hora certa para trabalhar. Depende do fluxo de navios no porto. E das marés. Acostumou seu corpo a comer pouquinho, porque barriga cheia não se dá com o mar. Dá gastura. De manhã, basta um pão com café preto. E, depois, só fruta. Quando passa o dia inteiro no porto, faz jejum. O doutor já confirmou: Zé tem coração de menino. Nunca fumou nem bebeu. Seu vício mesmo é o mar.
Se não está a pé, está com sua bicicleta. Sempre descalço. Só usa sapatos aos domingos, para entrar na missa, ou em ocasiões especiais. Teve uma época que, para não fazer feio, o danado andava com um sapato. Um dia descobri que o sapato não tinha sola, confessa o amigo Zé Galera. Ele é o único que tem autorização para andar maltrapilho no terminal marítimo, sempre de bermuda acima da cintura e pés no chão. Por ser uma raridade, um cidadão totalmentefora do padrão, ele virou uma exceção às regras, conclui Galera, que aprendeu a nadar com ele aos 6 anos e hoje é seu companheiro na praticagem.
Ele é meu herói, diz o deputado Fernando Gabeira. Quando estava exilado na Alemanha, o deputado viu uma reportagem sobre Zé Peixe. A história do bravo nadador chamou sua atenção. Quando retornou ao Brasil, foi conhecer de perto o tal sergipano. É uma figura extraordinária. Tentei fazer um filme sobre a vida dele, mas ele não quis, conta".
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